quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Estiagem no Sudeste vitamina inflação de alimentos

Depois de ter escrito o post de ontem sobre os preços da feira livre, fiquei matutando e fui confirmar minha hipótese para as causas dessa alta de preços: a longa e incomum estiagem que atingiu a região Sudeste neste verão. Produtos com menos tolerância à mudanças no regime hídrico ou que necessitam mais água para se desenvolverem foram os que mais subiram de preço - caso do tomate, fruto que retém bastante água. Em contrapartida, vale ressaltar que, ao contrário, produtos resistente ao calor, como a laranja e o abacaxi, mantiveram preços estáveis. a unidade do abacaxi pérola, ontem, podia ser comprada com R$ 5,00.
Aqui também tem uma dica parecida com a da sardinha. Se você quiser levar o abacaxi já descascado e fatiado na bandejinha, vai sempre pagar mais caro. Outra coisa interessante sobre o abacaxi é que, dizem, em tempos de estiagem a fruta fica menos suculenta, mas com o sabor bem mais acentuado. O mesmo se aplica a laranja, por exemplo. Coisas da natureza.

Paulo Coutinho,
26/fev/2014


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Inflação é visível numa andada pela feira


Um dos grandes vilões da inflação de 2013, o preço do tomate volta a botar as asinhas de fora, o preço disparou e, na feira livre de hoje, terça-feira, um bom produto para salada ou molho não saía por menos de R$ 4,00 o quilo, chegando a R$ 6,00 e até R$ 7,00 o quilo, dos mais bonitos.
O preço do tomate assusta, mas ao se andar pela feira, a constatação é a de que tudo está mais caro. É a inflação voltando a corroer o salário do povo. Se não, vejamos, onde já se viu cobrar R$ 6,00 por uma pequena e feia cabeça de couve-flor? Bacia com três abobrinhas está custando R$ 3,00. A sardinha, já limpa, custava R$ 10,00. Essa aí abaixo, a R$ 8,00, é pesada antes da limpeza, ou seja, pode valer mais a pena levar a já limpa por R$ 10,00. 

Aliás, por falar em peixes, uma coisa que não consigo entender é o por que do peixe ser tão caro no Brasil, um país com grandes extensões marítima e fluvial. Uma atividade extrativista que resulta num produto mais caro que carnes como a bovina e de aves.
Dica  do Paulinho: Na feira é sempre possível "garimpar" promoções, sobretudo no final. Tomates menores e não tão perfeitos ou muito maduros podem ser encontrados por R$ 2,00 ou R$ 3,00. Escolhendo bem é possível separar a quantidade necessária para fazer seu molho, sem gastar muito. Outra possibilidade é substituir o tomate in natura por molhos industrializados e substituir o tomate da salada por outro legume ou hortaliça.  A alface hoje estava até que em conta - R$ 2,00. 

Paulo Coutinho,
24/fev/2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Um domingo bem diferente no Jabaquara









Foi mesmo um domingo diferente este 23 de fevereiro, do aniversário do Jabaquara. Em que outro dia se vê, por aqui, um malabarista andando numa bicicleta de uma roda só? E em que outro dia eu e meu afilhado Rafael deitaríamos sobre a grama deste canteiro de avenida? Nossa visão era essa, abaixo, de uma bonita jovem goiabeira que cresce ali, à beira da avenida. À essa altura ouvíamos o som do CPM22, tudo numa boa. 

Difícil para o Rafa foi escolher as peças de artesanato que cabiam em seu curto orçamento - depois de um rateio geral, chegamos a R$ 5, 85. Cada pulseirinha era R$ 3,00, mas ele negociou com a hippie e ficou todo feliz de ter conseguido comprar as duas que aparecem no detalhe, em seu pulso e tornozelo.
Veja mais sobre essa festa em: www.boticiastupiniquins.blogspot.com.br

Paulo Coutinho,
24/fev/2014




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pássaros de penas e de aço nos céus do Jabaquara

Os senhores dos céus do Jabaquara, por onde trafegam, diariamente, uma infinidade de espécies de aves e de aviões.


Quaresmeira deu show nesta temporada de flores

Sol intenso desde início do verão, muito agradou as plantas, como a minha quaresmeira:
Minha quaresmeira lilás se encontra em final do seu auge floral - as flores estão caindo agora, e olha que ela está florida desde dezembro.


Pa ulo Coutinho,
20/fev/2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Choveu! ufa...

A partir desse chuva de quinta-feira, o tempo mudou muito em São Paulo. Ontem, sexta, as temperaturas já foram mais amenas - deve
ter despencado mais de 10ºC de um dia para outro! 
    Hoje, sábado, São Paulo voltou a ter uma manhã frwesca. O ar limpou que foi uma beleza com as chuvas. Obrigado aos céus, e pode mandar mais, porque o fantasma do racionamento de água continua a rondar enquanto não cair chuva nos reservatórios de água da cidade.

Paulo Coutinho,
15/fev/2014
Por mais energia que se tenha, uma hora bate o cansaço. Aí vale deitar no chão e a Estrela se apoiar no Rafa
A brincadeira é pesada. Nem sei como essa cadelinha ainda tem dente...



Olha aí o carinha de pau, em close duplo de zoião



Não é efeito especial, a Estrela é pequena mesma. Tem quase seis meses e é da raça Pinscher - Mini, como se vê. Mas essa baixinha aí é invocada e feroz. Dois carteiros já pediram transferência aqui da rua por causa de seus constantes ataques



Paulo Coutinho,
12/fev/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Chove chuva, por favor, aqui em São Paulo

Bom dia, minha gente. Hoje nasceu outro belo e ensolarado dia. Muita luz pela cidade. Eu acho ótimo dias cheios de sol, que em horáro de verão se estendem até às 20h00. Mas o que paulistanos como eu queremos, mesmo, é ver água correndo pelas suas ruas de relevo acidentado, como no vídeo que fiz no mês passado, vejam:




Paulo Coutinho,
11/fev/2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Água para as plantas

O clima continua quente e seco, mas mesmo preocupado com um possível racionamento de água, as plantas precisam de água, não tem jeito. Abro pouco a mangueira e vou molhando todas, vaso a vaso. Nada de encharcar só a quantidade suficiente apenas  para que elas resistam até achegada das chuvas.

Paulo Coutinho,
05/fev/2014

Estiagem em Sampa: hora de economizar água, ante que as torneiras sequem

  Vida dura a de quem cuida de uma casa. Além de lavar, arrumar e lembrar de tudo para todos, eis que me aparece uma estiagem incomum em São Paulo nesta época do ano. Sem chuvas e com consumo elevado gerado pelo forte calor, ronda o fantasma do racionamento de água. E como fazer para lavar o monte de roupa suja que acumulou na última semana? Regular o banho da turma e economizar o possível na lavagem de louças, escovadas de dentes e ao fazer a barba, são medidas racionais que merecem atenção.
  
Nada pega mais mal nestes tempos que esbanjar água lavando o carro ou "varrendo" a calçada com o registro da mangueira todo aberto. Incivilidade! Essa água desperdiçada fará falta às necessidades básicas de muita gente. E em pensar que vivemos no país mais rico em matéria de águas doces.

Paulo Coutinho,
05/fev/2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Jardinagem e pequenos milagres da natureza

Inicio este post com uma bonita composição de cores: o lilás das flores da quaresmeira em contraposição com o azul do céu desta manhã de verão
     

Um sonho meu é morar em casa com quintal de terra, para cultivar uma horta e um pequeno pomar, para consumo familiar. Gosto de mexer com a terra, acompanhar passo a passo o milagre da germinação e crescimento de uma planta - ser vivo que depende de cuidados seus para crescer forte e saudável. Água em hora e quantidade certas; combate a pragas, podas sazonais etc e tal.
A realidade é que disponho apenas de dois pequenos espaços no térreo - cantos a garagem e um reduzido quintal nos fundos - e uma varanda em cima, continuo a tradição da minha mãe de cultivar plantas ornamentais. Lembro de uma vez, quando garoto, acontecer de furtarem todas as exuberantes samambaias que minha mãe mantinha com zelos de bebês nas paredes da garagem. Quem passava na rua as vias. Alguém as cobiçou e numa madrugada levou tudo. Eram umas oito belas samambaias, algumas de metro! Minha mãe tinha samambaia de chegar no chão, uns quatro metros. Possuía outras de proporções menores, como a paulistinha - cujas folhas são mais estreitas e atingem  não mais que dois metros de comprimento.

Hoje temos só duas samambaias, além do caso curioso de uma terceira, ao que parece de boa cepa, que nasceu e se fixou sozinha num pequeno vão entre a parede e a calha que escoa as águas das chuvas. A natureza se encarregou de num sopro de vento levar uma sementinha a se instalar justo naquela pequena rachinha. Desde então, a pequena samambaia tem se virado para captar água ou umidade do cano que escoa as chuvas. Quando rego as plantas da garagem - antúrios, flores-de-maio, renda portuguesa etc - sempre molho bastante a base da brava samambaia de parede. Veja a foto dela abaixo.
Eis minha samambaia de parede. Abaixo, o detalhe de como ela se fixou junto a calha das águas de chuva



Esta é a samambaia remanescente, cultivada em vaso. Aliás, o vaso, se tornou uma das maiores dificuldades para se cultivar samambaias hoje em dia. O xaxim, tradicionalmente o melhor recipiente para tal, foi proibido. Parece-me que estavam acabando com esse material na natureza, por isso da proibição. Conseguindo um vaso adequado, fazer mudas de samambaia é fácil. É só seccionar um pedaço da sua raiz que aparece na foto abaixo, enterrá-lo em terra vegetal de boa qualidade, regar periodicamente e esperar os primeiros brotos arrebentarem. Lembre-se que são plantas de parede e gostam de sol moderado. Por uma planta dessas debaixo de sol direto, no verão que vem fazendo este ano, é sentenciá-la à morte. Também não são fãs de ventos intensos. Por isso a necessidade de escolher bem o local de cultivá-las.



E, para terminar, mais uma da minha exuberante quaresmeira

Paulo Coutinho,
1º/fev/2014